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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Algumas Fotos do ultimo dia do Festival de Cannes

Festival de Cannes de 11 a 22 de Maio de 2011




Illustration
Robert DeNiro fechando a Cerimônia 

Illustration
Time do Filme -
Tapete Vemelho - Les Bien-Aimes © AFP

Ganhadores do Festival de Cannes


Festival de Cannes de 11 a 22 de Maio de 2011




O Júri oficial do 64º Festival de Cannes, presidido por Robert De Niro, revelou esta noite o seu Palmarés durante a Cerimónia de encerramento.
Mélanie Laurent recebeu Jane Fonda no palco do Grand Théâtre Lumière para entregar a Palme d’or ao melhor dos 20 filmes que concorriam na Competição
.

O filme de Encerramento Les Bien-Aimés de Christophe Honoré, com Catherine Deneuve, Chiara Mastroianni,  Ludivine Sagnier, Louis Garrel e Milos Forman, foi projectado no final da cerimónia na presença da equipa.



LONGAS-METRAGENS

Palme de Ouro

THE TREE OF LIFE
 (A Árvore da Vida) realizado por Terrence MALICK

Grand Prix 

BIR ZAMANLAR ANADOLU’DA realizado por Nuri Bilge CEYLAN

LE GAMIN AU VÉLO realizado por Jean-Pierre e Luc DARDENNE

Prémio da encenação 

Nicolas WINDING REFN por DRIVE

Prémio do Júri 

POLISSE
 realizado por MAÏWENN

Prémio de interpretação masculina

Jean DUJARDIN em THE ARTIST realizado por Michel HAZANAVICIUS

Prémio de interpretação feminina

Kirsten DUNST em MELANCHOLIA realizado por Lars von TRIER

Prémio de argumento

Joseph CEDAR por HEARAT SHULAYIM



CURTAS-METRAGENS

Palme de Ouro

CROSS realizado por Maryna VRODA

Prémio do Júri

BADPAKJE 46 (Maillot de bain 46) realizado por Wannes DESTOOP
 PRÉMIO UN CERTAIN REGARD Ex-æquo

ARIRANG de KIM Ki-Duk

HALT AUF FREIER STRECKE (Detido em plena via) de Andreas DRESEN

PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI

ELENA de Andrey ZVYAGINTSEV

PRÉMIO DA ENCENAÇÃO

BÉ OMID É DIDAR (Adeus) de Mohammad RASOULOF


CAMÉRA D'OR


LAS ACACIAS realizado por Pablo GIORGELLI apresentado no âmbito da Semana da Crítica


CINÉFONDATION

Primeiro Prémio da Cinéfondation


DER BRIEF (A carta) de Doroteya Droumeva
dffb, Alemanha

Segundo Prémio da Cinéfondation

DRARI de Kamal Lazraq
La Fémis, França

Terceiro Prémio da Cinéfondation

YA-GAN-BI-HANG de Son Tae-gyum
Chung-Ang University, Coreia do Sul


 
O júri da CST decidiu entregar o PRÉMIO VULCAIN DE L’ARTISTE-TECHNICIEN a:

José Luis ALCAINE, pelo seu trabalho de luz que serve especificamente para a narração do filme LA PIEL QUE HABITO realizado por Pedro ALMODÓVAR.

Menção especial: Joe BINI e Paul DAVIES pela qualidade da montagem e da banda sonora de WE NEED TO TALK ABOUT KEVIN realizado por 
Lynne RAMSAY.
tirado do site oficial do festival para acessas clique no logo

domingo, 22 de maio de 2011

Entrevista com Robert De Niro


Festival de Cannes de 11 a 22 de Maio de 2011


Trinta e cinco anos após a Palme d'or deTaxi Driver (1976), longa-metragem que o fez na história do Festival de Cannes ao lado de Martin Scorsese, o actor, realizador e produtor americano Robert De Niro é o Presidente do Júri das Longas Metragens desta 64ª edição. Entrevista com uma lenda do Cinema.

De que maneira acolheu o desejo do Festival de Cannes de vê-lo presidir o Júri este ano?Fiquei muito honrado que esta oportunidade me fosse concedida. Disse-me que seria uma experiência única. Os outros membros do júri e eu ainda não encerrámos o nosso trabalho, mas posso desde já afirmar que é uma lembrança extremamente agradável que ficará para sempre.

Que lugar concede ao Festival de Cannes dentro do universo do Cinema?
O Festival de Cannes é, evidentemente, um dos maiores festivais de Cinema no mundo. É muito importante para um filme ser projectado nele. O mais difícil, para um realizador, é ser seleccionado por ele. Cannes, é além disso o lugar de reunião anual da grande família do Cinema.

Que lembranças guarda das suas passagens anteriores pelo Festival de Cannes?
Lembro-me muito bem da primeira vez que vim a Cannes. Foi em 1973 com Martin Scorsese, para apresentar Mean Streets na Quinzena dos Realizadores. Foi uma experiência muito excitante. Três anos mais tarde, voltei com Taxi Driver, desta vez na seleção oficial do Festival de Cannes. De maneira geral, vira qui foi sempre extremamente interessante.

A Palme d’Or obtida por Taxi Driver teve um papel na sua carreira?
esta recompensa foi um trampolim incrível para o filme na sua integralidade. Não sei que acolhimento teve Taxi Driver no resto do mundo, mas nos Estados Unidos teve um sucesso enorme depois de ter passado em Cannes.
  
Porquê participou na fundação em 2002 do Festival do filme de Tribeca, em Nova Iorque?
Decidimos criá-lo a seguir aos atentados do 11 de Setembro para associar o Cinema à dor provocada por esses eventos na cidade de Nova Iorque. No início, não sabíamos se esse evento iria prolongar-se. Portanto, tomámos as coisas como se apresentavam. Nós desejávamos simplesmente dar existência a esse festival. A seguir, à medida que o tempo passava, começou a desenvolver-se.
Entrevista com Robert De Niro

É um realizador francês, Marcel Carné, que fez com que se estreasse no Cinema, em 1965, em Trois Chambres à Manhattan. Que recordação guarda dessa experiência iniciática?
Participei na rodagem de Trois Chambres à Manhattan durante dois ou três dias. Era um simples figurante. As cenas eram rodadas num café suposto situar-se na Madison Avenue, em Nova Iorque. Lembro-me que Annie Girardot actuava nesse filme. Não sei se ela soube que eu também figurava no filme.

Em seguida, o que é que lhe deu vontade de tornar-se realizador?
Sempre tive a ideia de passar um dia à realização. Gostaria de consagrar-me mais a ela, mas isso leva muito tempo. No entanto, tenho realmente vontade de renovar essa experiência no futuro.

Tem a reputação de exceler na arte de fundir-se na pele dos seus personagens. Quem, do home ou do ator, deu mais ao outro?
Penso que cada actor cresce em contato com os seus personagens. Certos traços dos caracteres deles podem adicionar-se aos seus na medida em que são compatíveis com a sua personalidade. Da mesma maneira, podemos dar uma parte de nós próprios aos nossos personagens, personalizá-los. É o que cada actor deve fazer se quiser fazer um bom trabalho. Também é uma maneira de conectar-se melhor com o seu papel.

Até onde pode ir o cinema?
creio que duma certa maneira pode mudar as gentes. Um filme pode conseguir afetar a nossa vida. Tudo depende da percepção que se tem. Quando um filme toca as gentes de manaria colectiva, é que ele contém elementos com os quais a maioria pode identificar-se. É talvez o que se chama um filme culto.
Propósitos recolhidos por B.P.



sábado, 21 de maio de 2011

Prémio UN CERTAIN REGARD 2011 do FESTIVAL DE CANNES

Un Certain Regard 2011 propôs 21 filmes realizados por 22 realizadores vindos de 19 países diferentes. Dois deles são primeiros filmes.
Presidido por Emir KUSTURICA (Realizador, actor e músico – Sérvia), o Júri era composto por: Elodie BOUCHEZ (Actriz – França), Peter BRADSHAW (Crítico – The Guardian – Reino Unido), Geoffrey GILMORE (Director artístico – Tribeca Enterprises – Estados Unidos), Daniela MICHEL (Directora do Festival de Morelia – México).
OS PRÉMIOS UN CERTAIN REGARD 2011
PRÉMIO UN CERTAIN REGARD Ex-æquo
ARIRANG de KIM Ki-Duk
HALT AUF FREIER STRECKE (Detido em pela via) de Andreas DRESEN

PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI
ELENA de Andrey ZVYAGINTSEV

PRÉMIO DA ENCENAÇÃO
BÉ OMID É DIDAR (Adeus) de Mohammad RASOULOF



O cinema d’art et d’essai parisiense, o Reflet Médicis, receberá os filmes da Selecção Oficial 2011 seleccionados em Un Certain Regard de quarta, 25 de Maio, a terça, 31 de Maio de 2011.
Encontrará brevemente o programa detalhado
.

Tim Burton e Johnny Depp iniciam um novo filme

O diretor Tim Burton (Foto: AP/AP)

Começaram nesta semana na Inglaterra as filmagens de "Dark shadows", longa com direção de Tim Burton e elenco que inclui Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Helena Bonham Carter, Eva Green e Chloe Moretz.


O filme é uma adaptação da série de TV de mesmo nome. Na produção, o poderoso Barnabas (Depp) é transformado em vampiro por uma bruxa (Green) e enterrado vivo. Ele reaparece dois séculos depois e vê sua mansão em ruínas.
O personagem encontra os remanescentes da família Collins, como a matriarca Elizabeth Collins Stoddard (Pfeiffer), que é ajudada pela psiquiatra Dra. Julia Hoffman (Carter).

Entrevista com o ator Jude Law


Festival de Cannes de 11 a 22 de Maio de 2011




O actor e produtor inglês Jude Law já esteve em Cannes em 2007 para apresentar o filme de Wong Kar Waï, My Blueberry Nights, que fez a abertura do 60º Festival de Cannes. Este ano regressa na qualidade de membro do Júri das Longas Metragens.
Entrevista com Jude Law




Qual foi o seu sentimento quando o Festival lhe propôs de fazer parte do Júri?
Evidentemente, fiquei muito contente, excitado e como em tudo o que nunca se fez antes, um pouco nervoso! E cada dia ultrapassou as minhas expectativas, vivo uma das melhores experiências da minha vida. É muito importante, comovedor mesmo, de ter a oportunidade de concentrar-se realmente sobre os filmes como uma arte, de ter a responsabilidade de discutir deles com pessoas formidáveis, de ver filmes que vêm de todo o lado, e que têm uma diversidade incrível. É um relance do meio de expressão importante, especial e potente que é o Festival. Tenho muita sorte.


Actuou em Gattaca ao lado de Uma Thurman (1997) e hoje é membro do júri junto a si. Pode contar-nos uma anedota sobre o vosso trabalho juntos?
Foi um dos meus primeiros filmes, já foi há muito tempo! Foi o meu primeiro filme nos Estados Unidos, em Hollywood. Uma e Ethan já eram actores conhecidos. A minha recordação mais impressionante é de guiar carros magníficos com duas pessoas incríveis, e tinha esse sentimento de ser um fantasma, o que toda a gente tem a propósito do cinema de Hollywood. Ambos eram realmente simpáticos e ajudaram-me em relação à minha falta de experiência.


O que é que o Festival traz ao Cinema, a seu parecer? 
É um festival muito importante. Pondo de lado as festas, o glamour e os negócios aqui concluídos, o que aprendi este ano é a celebração da arte, uma recordação do que pode ser inovador, uma arte estimulante que fala uma linguagem universal. É também a arte de contar uma história, muito complexa, e tão importante. Precisamos sempre da nossa imaginação e de ouvir histórias, quer sentados à volta de uma fogueira, quer no Palais a ver filmes.


Neste Júri está cercado de artistas vindos do mundo inteiro, isso dá-lhe vontade de actuar em filmes de realizadores estrangeiros?
Absolutamente! Aprendi tantas coisas à cerca de realizadores que não conhecia. Sempre quis atuar num filme falando outra língua. Em francês, seria talvez o mais fácil, porque falo um pouco de francês – os meus vivem aqui, o que me dá a ocasião de aprendê-lo e melhorá-lo. Trabalhar numa língua estrangeira poderia ser uma verdadeira fonte de inspiração, uma oportunidade de ultrapassar os meus limites, seria certamente uma belíssima experiência.


O que é que lhe deu vontade de fazer filmes?

Era um grande fã de Cinema, adorava isso. Adorava a proximidade física, quando se está no escuro e que alguém nos conta uma história! E sempre gostei de fazer parte dessas histórias.
 

Qual é a sua primeira recordação de Cinema?
Charlie Chaplin, acho eu. O meu pai tinha o hábito de projectar os seus filmes na parede durante as festas. É uma lembrança muito intensa. E Harold Lloyd.
Há muitos filmes que poderia ver sem cessa, por exemplo: Ladrões de bicicletas e O Presidiário

Também actua no Teatro, em Londres ?
Comecei a minha carreira em cima do palco, só comecei a atuar em filmes a partir dos vinte anos. E nessa época, não pensava trabalhar no Cinema porque onde cresci, em Londres, é um mundo que nos parecia realmente longínquo! Mesmo se amava isso, não fazia parte do meu ambiente. O Teatro, para mim, é um lugar em que me sinto livre de exprimir-me. Gosto da exigência que isso requer a um actor, o direto, ter a sorte, uma vez que a cortina se levanta, de viver essa magia e esse sentimento que, seja o que acontecer, vai-se até ao fim. Também gosto da sensação de redescobrir o papel todas as noites, com um público diferente, a atmosfera, o humor da sala… Tudo influi sobre a interpretação. O Teatro é realmente muito importante para mim.

Quais são os seus projectos?
Actuo numa peça de Eugene O Neill que se chama «Anna Christie» no Donmar Warehouse em Londres este Verão, começa em Agosto. E a seguir vou interpretar o filme de Joe Wright sobre Anna Karenine.

O que é que o inspira?
Os meus filhos, os realizadores, os artistas…
fonte: Festival de Cannes/ mais informações clique no logo do festival

Gosta da ideia de transmitir o amor do Cinema aos seus filhos?
Sim, adoro mostrar filmes aos meus filhos. E gosto de ouvi-los contarem-me os filmes que viram. Neste momento, vivo um período muito particular porque o meu filho mais velho tem quatorze anos, por isso posso mostrar-lhe todos os filmes que vi quando tinha a sua idade, os que me deram o amor do Cinema. É uma oportunidade para mim, dar-lhes a conhecer os grandes realizadores que me inspiraram. É maravilhoso. Fazer descobrir um filme, explicar o que isso significa para nós, é um verdadeiro presente.
 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Premiações em Cannes

Festival de Cannes de 11 a 22 de Maio de 2011


Cannes, 20 de Maio de 2011
Michel Gondry e o seu júri atribuíram hoje os prémios da Cinéfondation
D.Droumeva, G.Jacob © FIF/AM
O Júri da Cinéfondation e das curtas-metragens, presidido por Michel Gondry e composto por Julie Gayet, Jessica Hausner, Corneliu Porumboiu e João Pedro Rodrigues, entregou os prémios da Cinéfondation durante uma cerimónia na sala Buñuel antes da projecção dos filmes premiados.
O programa incluía este ano 16 filmes de alunos de cinema provenientes da Ásia, América e Europa, seleccionados por entre cerca de 1600 candidatos.



Primeiro Prémio:
DER BRIEF (A carta)
realizado por Doroteya Droumeva
dffb, Alemanha

Segundo Prémio:
DRARI
realizado por Kamal Lazraq
La fémis, França

Terceiro Prémio:
YA-GAN-BI-HANG
realizado por Son Tae-gyum
Chung-Ang University, Coreia do Sul


Os filmes premiados recebem uma dotação de 15.000 € para o primeiro prémio, 11.250 € para o segundo e 7500 € para o terceiro.

A Selecção da Cinéfondation, criada em 1998, apresentou os filmes de escola de vários realizadores que voltaram este ano a Cannes com uma longa-metragem: Frederikke Aspöck (Labrador), Catalin Mitulescu (Loverboy), Juliana Rojas e Marco Dutra (Trabalhar Cansa), Roland Edzard (La fin du silence), Vimukthi Jayasundara (Chatrak), Hagar Ben Asher (The Slut).
Filmes de realizadores provenientes da Résidence e do Atelier da Cinéfondation estão igualmente em selecção em Cannes: Skoonheid de Oliver Hermanus, Bonsái de Cristián Jiménez, Et maintenant on va où? de Nadine Labaki, Miss Bala de Gerardo Naranjo, O Abismo Prateado de Karim Aïnouz, The Other Side of Sleep de Rebecca Daly, Porfirio de Alejandro Landes, Yeke Varune de Shahrbanoo Sadat, Code Blue de Urszula Antoniak.
D.Droumeva, G.Jacob © FIF/AM
Cannes, 20 de Maio de 2011
O Júri da Cinéfondation e das curtas-metragens, presidido por Michel Gondry e composto por Julie Gayet, Jessica Hausner, Corneliu Porumboiu e João Pedro Rodrigues, entregou os prémios da Cinéfondation durante uma cerimónia na sala Buñuel antes da projecção dos filmes premiados.
O programa incluía este ano 16 filmes de alunos de cinema provenientes da Ásia, América e Europa, seleccionados por entre cerca de 1600 candidatos.
mais informações: clique no logo do festival